segunda-feira, 19 de julho de 2010

Que falta fez um bom preparo psicológico e emocional !




Por Mariah Bressani

Fiquei bastante surpresa com as reações dos brasileiros e dos argentinos frente à perda do campeonato da Copa do Mundo deste ano de 2010 e como cada povo recepcionou seus respectivos jogadores e técnico. O que me chamou a atenção foram as diferenças, drástica e diametralmente opostas, de suas reações. Enquanto o povo argentino acolheu “amorosamente” seus jogadores e técnico, o povo brasileiro recebeu seu time e técnico com fúria exacerbada.

Como comentei no artigo “Por que o brasileiro entra em euforia na época da Copa do Mundo?”, sobre a importância deste esporte para os brasileiros, é possível compreender o porquê de reagiram tão violentamente indignados com a derrota neste campeonato, jogando toda sua ira nos jogadores e em seu treinador.

Os nossos “heróis” não cumpriram sua parte: a esperança que o clã brasileiro depositou neles para que confirmassem sua supremacia e reacendessem a chama da autoestima e do autovalor em seu coração. Os eleitos do técnico não se colocaram à altura para serem “os eleitos” do povo!
A reação do povo brasileiro, tomada de ira, execrando seus “guerreiros” e seu técnico, mostrou o quanto este povo sofre de baixa autoestima.

Eu não entendo de futebol, mas era flagrante a dificuldade de os jogadores brasileiros superarem os obstáculos propostos pelos times adversários quando estes se mostravam superiores a ponto de dirigir o jogo e minar a (pouca) força técnica dos primeiros. Os jogadores brasileiros só se mostravam “fortes” quando estavam ganhando. Enquanto víamos o time do Uruguai lutando fervorosamente para chegar entre os primeiros!

Neste evento foi possível perceber no campo, em todos os jogos do time brasileiro, nas atitudes dos jogadores e na postura de seu treinador, que estava ocorrendo exatamente um espelhamento do que acontece atualmente com o povo brasileiro: a dificuldade de integração e de conexão com o divino. E isto dificultou a possibilidade de eles tirarem o máximo de proveito da (pouca) força que tinham disponível naqueles momentos.

Ouvi em vários momentos dos comentaristas esportivos sobre a falta de qualidade técnica deste time, porém, pude também observar que não havia estrutura emocional e psicológica dos jogadores brasileiros bem como do técnico Dunga que fortalecessem suas atuações neste campeonato. Se havia fragilidade técnica, também tinha – e muito – fragilidade emocional e psicológica dos jogadores e do técnico.

Como é bem sabido, um satisfatório preparo técnico precisa ser acompanhado de um adequado suporte emocional e psicológico. Pois, um bom trabalho psicológico ajuda o atleta a suportar toda a pressão que cada disputa gera nele e o peso que ele carrega consigo de ser o “herói” de seu povo.
Por isso é possível afirmar: que falta fez um bom preparo psicológico e emocional ao time brasileiro para enfrentar seus adversários!



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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Por que o brasileiro entra em euforia na época da Copa do Mundo?





Por Mariah Bressani

Parte I
Para quem é fã, o futebol desperta paixões e gera discussões, em muitas das vezes, bastante acalorada. A sua relação com este esporte não é, em absoluto, racional, ao contrário, é visceral.
No Brasil é possível observar esse comportamento, mais acentuadamente, quando acontecem os campeonatos estaduais, nacionais e mundiais. O brasileiro acompanha-os com paixão avassaladora, que o arrasta por turbilhões de sentimentos contraditórios, como alegria e tristeza ou vitoria e fracasso... E não existe meio termo!

É possível compreender essa paixão brasileira pelo futebol, ao se fazer um breve levantamento histórico, principalmente, quando da sua chegada ao Brasil.
Com o fim do trabalho escravo, em 1888, começaram a chegar os primeiros imigrantes europeus e em 1889 instaurou-se o regime republicano, rompendo definitivamente com a coroa portuguesa. Neste momento histórico, tornava-se uma nação de direito, sendo dirigida por brasileiros, porém, ainda sem identidade própria.
Podemos imaginar neste período, a turbulência e a falta de identidade própria: índios, negros alforriados e brancos expatriados, todos convivendo num país no qual não sentiam sendo “seu”. Apesar de quase quatrocentos anos de “existência” o Brasil ainda não era uma nação de fato!
Coincidentemente, nesta época, em 1894, Charles Miller retorna dos estudos na Inglaterra e traz para cá o futebol, num primeiro momento, esporte de elite e para a elite.

Entretanto, no século seguinte, pelos caminhos políticos e culturais percorridos pelo Brasil, tornou possível ao povo apropriar-se deste esporte que permitia a ludicidade e a "jinga" que só miscigenação brasileira pode imprimir ao esporte.
O futebol tornou-se, assim, neste último século da história do Brasil, o esporte nacional, que deu ao brasileiro um senso de identidade e de valor; já que, conforme este esporte foi crescendo em popularidade no país, o brasileiro foi também construindo e fortalecendo sua autoestima e seu autovalor, pois descobriu-se “bom” em algo, conseguiu também este reconhecimento pelas outras nações, ao importarem os “talentos futebolísticos” que foram despontando por todo Brasil.
Desta forma, é possível reconhecer como este esporte tornou-se parte da construção da identidade e fortaleceu a autoestima e o autovalor de “ser brasileiro”.


Parte II
Antes de entender o brasileiro e sua relação apaixonada com o futebol, é necessário, ampliar e compreender o próprio ser humano, como um todo.
O ser humano, desde sempre, precisou e procurou conectar-se com o divino e santificar sua vida. Além da sobrevivência, há duas questões que ocupa a mente do ser humano, que é o pertencimento e a identidade.

Questões como “Quem sou eu?”, “De onde eu vim?”, “O que estou fazendo aqui?”, “Para onde vou?”, sempre intrigaram o ser humano e, apesar das várias e diferentes respostas dadas pelo diversos pensadores desde a antiguidade, ainda hoje, o ser humano se inquieta, ainda não se sente respondido nestas questões existenciais.
Primeiro, por puro instinto, pela necessidade de sobreviver, aconteceu a união dos seres humanos, com a formação de clãs, proporcionando a sensação de pertencimento e promovendo sentimento de segurança e senso de identidade. Desta união em clãs, adveio a rivalidade com outros seres humanos, a necessidade de defender seu território e seus pares e, consequentemente, a guerra.

Assim, a partir da necessidade instintiva de sobrevivência e na sua ânsia em resolvê-la, construiu-se, dentro dos clãs, a sensação de pertencer e o senso de identidade no ser humano.
Na época da Copa do Mundo, todos os brasileiros, fervorosamente, estão unidos sob as cores do Brasil: não existem brancos, pretos, pardos, amarelos, pobres ou ricos, pois, todos pertencem ao mesmo clã, o Brasil, e são detentores de uma mesma identidade, ser brasileiro.
Portanto, no estádio de futebol, durante o jogo, simbolicamente, todos são irmãos, filhos “do mesmo pai e da mãe”, todos fazem parte do mesmo clã e, durante a partida de futebol, é o “clã brasileiro” contra o “outro clã”. É a questão da sobrevivência do clã que está em jogo. É sua identidade e sua supremacia que estão em jogo.

Deste modo, simbolicamente, campo de futebol torna-se campo de guerra, onde os jogadores brasileiros tornam-se os “nossos heróis”, os “nossos guerreiros”, lutando contra os “guerreiros deles”. Não é a torcida torcendo, empurrando o time para frente, para o gol; mas, sim, é cada um ali “junto” com seu “herói”, unidos, lutando contra o seu inimigo, como se fosse uma questão de sobrevivência.

O estádio é, também, simbolicamente, um templo.
O campo de futebol torna-se o "santuário", o "altar", onde o "ritual sagrado" acontece e os deuses se encontram para proteger seus adoradores do aniquilamento pelos outros deuses.
Durante o jogo, o estádio de futebol, simbolicamente, vira o "centro do mundo" e o ser humano estabelece comunhão com os deuses, representados pelos jogadores de seu time, de seu país. Neste momento, ele e os deuses, os jogadores, são Um. E um gol e, principalmente, a vitória, gera catarse coletiva, expulsando as tensões da vida mundana, fazendo-os vivenciar a sensação de ligação com o divino.

Sendo assim, no estádio de futebol, durante o jogo, o tempo para e o rito acontece: a comunhão com os deuses se estabelece e os demônios são exorcizados. E, assim, todos do clã são elevados a deuses – invencíveis e imortais.
Se qualquer jogo de futebol é vivenciado pelo ser humano como uma catarse, onde a guerra contra seus inimigos e o rito sagrado são vivenciados concomitantemente, promovendo renovação, numa disputa de Copa de Mundo, esta catarse é elevada a enésima potência.

Afinal, a Copa do Mundo, podendo ser compreendida como um evento simbólico e catártico, onde ali, não existe um “Eu”, pois, naquele “ritual” todos tornam-se uma única pessoa: são todos “um com o deus”; a vitoria, ali, lhes é consagrada devido à verdadeira comunhão com o divino, atualizando e renovando esta ligação e, consequentemente, garantindo a sobrevivência, o pertencimento, a identidade e a supremacia do clã vencedor.

Imagine, agora, sob esta perspectiva simbólica, o povo brasileiro, tendo em sua história o futebol e o senso de identidade, de autoestima e de autovalor tão mesclados, como a Copa do Mundo só poderia ser vivenciada, assim, com tanta paixão e euforia!


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Resgatando o Amor e a Ética nas Relações





Por Mariah Bressani

Os relacionamentos humanos estão em crise. Crise, porque está acontecendo grande transformação na forma de se desempenhar os papéis sociais, sejam papéis como pais, sejam como homem e mulher, e todos os outros. Crise, porque nesta transformação de papéis ainda não se sabe claramente o que pode ou não pode, o que é certo ou o que é errado fazer ou exigir numa relação. Entretanto, a pior de todas as crises é a crise moral e ética em que vivemos.
A coisa está tão séria que vemos explodir as denúncias de corrupção na política, a impunidade descabida correndo solta, vemos a violência desenfreada na sociedade humana a ponto dessa violência se infiltrar nos lares, perdendo-se todos os parâmetros. E em todas as situações sobra para nós, pobres mortais, somente a impotência!
Certamente que as informações estão chegando mais rapidamente até nós do que em outros tempo; mas, o que eu vejo são as crises dos papéis sociais gerando a crise moral e ética na sociedade (que já estava frágil!), trazendo, assim, cada vez mais em maior proporção, a violência para dentro dos lares e em todos os ambientes habitados pelos humanos.

As relações humanas tem o Amor como base para o seu pacto principal. Seja este Amor filial, fraternal, parental ou carnal. 
É o amor que aproxima as pessoas. A aceitação e a admiração são algumas das expressões deste Amor. 
Quando nos sentimos aceitos e admirados por alguém, nos sentimos amados e quando ainda por cima isso é recíproco, mais do que nunca queremos manter esta relação.

O grande problema é que só amor (o que já não é pouco numa relação) não basta, porque em nome deste amor que é dado, muitas vezes são exigidas contrapartidas que não são do direito e nem legitimadas pelo Amor. Percebemos as invasões dos espaços do outro em nome do Amor, sentimos o desrespeito em nome deste Amor. 
Portanto, além de Amor, uma relação não sobrevive sem o Respeito. É fundamental respeitar a individualidade do outro, bem como nos respeitar. É importante respeitar nossa individualidade na relação com o outro.

Outro ingrediente imprescindível em qualquer relação é a Confiança. 
Sem Confiança não investimos, não nos envolvemos e não nos entregamos em nada. Sem Confiança a relação fica estabelecida na superficialidade, sem nunca saber, realmente, com quem estamos, e quem está conosco não sabe, de verdade, quem somos.
Mas, para que haja Respeito e Confiança numa relação é absolutamente fundamental que haja Educação. E o que é Educação?

Eu chamo de se ter Educação quando a pessoa tem um mínimo de consciência de seus limites – direitos e deveres – enquanto Indivíduo, em toda e qualquer situação de vida, inclusive nas suas relações – ou seja, é fundamental noções básicas de Ética!
Hoje, é justamente pela deficiência de parâmetros claros e definidos de tais limites, que as pessoas estão muito mais autocentradas em suas próprias necessidades. Não estão conseguindo pensar no outro, nas necessidades do outro e, consequentemente, não confiam que o outro genuinamente possa fazê-lo também.

Estão todos vivendo pelo “princípio do prazer”, como diria Freud; porque lidar com a realidade simplesmente não é fácil.
As pessoas querem ter tudo, mas não querem dar nada! Pararam na fase dos três anos de idade: querem viver e experimentar tudo o que a vida se lhes apresenta, mas não querem assumir nenhum compromisso e responsabilidade sobre isso, como qualquer adulto saudável faria. Isto é princípio do prazer. Viver o bem bom da vida sem qualquer comprometimento de sua parte.
Está faltando – coletivamente – maturidade para viver a vida realisticamente. Falta o desenvolvimento de valores morais e éticos na relação com a vida e, consequentemente, na relação com as pessoas.

A vida e as relações humanas são feitas de direitos e deveres, mas se não existe um certo grau de desenvolvimento de valores éticos e morais – que eu chamo de Educação (porque é na educação recebida que se formam tais valores) – acaba por estabelecer-se contatos e relacionamentos pautados apenas nos “meus direitos” e totalmente inconsciente dos “meus deveres” – como qualquer criança de três anos de idade!
Por isto, é importante desenvolver a consciência de onde termina você e onde começa o outro.


Mas, quais são as suas necessidades e quais são as necessidades do outro dentro das relações?
Ter “noção” de ética e moral é o princípio sine qua non para se estabelecer qualquer relação.
Eu entendo por Ética como conduta de vida, onde sempre precisa estar presente um pensamento básico: “Tudo que me faz mal, que me incomoda, que me deixa infeliz ‘provavelmente’ poderá também afetar o outro e fazer-lhe mal, incomodá-lo e deixá-lo infeliz”.

Proponho à você um pequeno exercício: se eu tenho um relacionamento fixo com alguém e se me sinto atraído por outro alguém (o que é absolutamente natural que aconteça!), como devo proceder? Devo atuar com minha atração e me envolver em paralelo com esta outra pessoa?
Caso eu o faça, dentro dos parâmetros éticos – baseado no pacto de confiança e respeito dentro da relação (o que lhe seria próprio) – estaria eu traindo a confiança do parceiro fixo.
E se fosse o contrário: se meu parceiro fixo atuasse sua atração em paralelo à sua relação comigo, como eu me sentiria?

O problema é que a maioria das pessoas não faz este tipo de exercício ético: se colocar no lugar do outro.
E é isto que eu chamo de conduta ética: é saber que o que me atinge como indivíduo e ser humano, poderá atingir também o outro, como indivíduo e ser humano.

Independentemente do que a convenção social determina como modelo de atuação para os papéis que representamos (não podemos nos esquecer que a sociedade é formada por cada um de nós – portanto, somos nós que, verdadeiramente, determinamos os modelos dos papéis sociais a desempenhar), jamais devemos nos esquecer de que a base para a relação indivíduo<>indivíduo é a ética e a moral, que tem como princípio básico o Respeito e a Confiança. Caso contrário, o que teremos é uma banalização da Vida e, consequentemente, das relações que se tornam cada vez mais descartáveis. Todos se tornam descartáveis, porque falta amor e respeito à Vida, bem como falta a confiança de que a Vida proverá.

É importante que cada um de nós faça a sua parte para sair da impotência na qual socialmente entramos com a crise que se instalou: resgatar finalmente o Amor e a Ética, em princípio, na nossa própria vida e, depois, estender este “resgate” em todas as nossas relações. Precisamos entender que, realmente, depende única e exclusivamente de cada indivíduo expressar Amor e Ética na própria vida, nas relações pessoais e na sociedade humana de modo geral.


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sábado, 10 de abril de 2010

To understand better the Greek Goddess and Gods



The Birth of Venus (Botticelli)


By Mariah Bressani

At the present time, to "know" the Greek gods is necessary to put aside the Christian concept of "perfect God, omnipotent, omnipresent and omniscient."
Remember that the Greek gods were "born" in pre Christian ancient Greece. And, for the ancient Greeks, the basic difference between gods and humans was that the gods were immortal, whereas humans were not. Therefore, put off your Christian concepts to understand the Greek gods!

In ancient Greece, the performance of each god and goddess was a function of its attributes.
Thus, Zeus "existed" to be the "father of all" – of gods and men – and thus fulfilled its function.
Hera "existed" to embody the ability and need – of the human being – of commitment and to making marriage "sacred" – in the eyes of gods and men.

Aphrodite "existed" to promote the pleasures and realize the beauty of life and everything around them.
Ares "existed" to stimulate competition - as if to promote "natural selection" (afterwards discovered by Darwin) of the strongest among humans, and thus being able to preserve their territory and food.

Hermes "existed" to fulfill the role of messenger between gods and men - an ever-present need to the human being.
Poseidon reigned under the seas, and he "existed" to be the guardian of the unfathomable and dissipated world of the deep waters.
Demeter was the goddess Mother Earth - she "existed" to personify the earth itself receptive to the seed, which held within itself so it could germinate and produce more food for the humans.

Pluto – the wealthy – ruled the underworld, he "existed" to "keep death" so it would reborn to a new life.
Core – the young – became in the hands of Pluto in Persephone the Queen of the underworld. She symbolizes the seed, that within the fertile and moist land broke the skin and died as a seed and was reborn as a fruit plant. She "existed" to remind everyone that in everything there was life and death.

Therefore, you can not understand the gods and Greek mythology "literally." After all, for the Greeks the basic functions of their gods (pre-Christian) – with their respective attributes – were focused on the achievement and maintenance of Life. And so for anyone who wants to understand the Greek gods, it is necessary to "look" at each god and goddess with a view that is different from the one from Christian education.
For example, when the Greeks said that Zeus and Hera (husband and wife) were brothers, they meant that the two had the same origin and royalty and should be revered in the same manner – each with their respective attributes, so necessary to human beings.
Of course, since it was a patriarchal culture, Zeus was more cherished and revered than Hera and her anger, caused by the "infidelity" of Zeus, was always placed into disrepute and disqualified.

When it was said that Core had been abducted by Pluto and had become Persephone, comparing her to a seed, the Greeks wanted to say that there were moments in the life of every human being that it was necessary to break the hard shell of conditioning, so they would grow; that they would have to leave some belief or social role or situation "die" so that other belief or social role or situation would reborn in its place.
An example: a person can only become mature when the child dies (and it is in the process of adolescence that this occurs). Adolescence is a period predominantly "plutonic": Pluto is the god "kidnapping" the child - Core - whom will be retained for a period (adolescence) until the transformation happens and it becomes adult.

Today, we understand the symbolism of the Greek gods according to their attributes from the archetype concept, which means "typical model" as a universal reference for a typical “model to be” (a mother is a mother anywhere in the world, both with humans and the animals!).
Archetypes are typical models used - unconsciously - by human beings in various social roles they act in the course of their lives. Each typical model has its intrinsic attributes (just as the gods of antiquity also had).

Thus, for example, when we talk or think the word mother in addition to the experience with our own mother, comes to mind the image of a warm and nurturing woman - this is a "typical pattern" represented by the goddess Demeter, the mother earth. And so it is from this "typical model"that we believe that our mother was or is adequate or not in her role as "our mother".
Thus, a woman becomes a mother, not only from the model of her "earth mother" but also from her "divine mother" internalized and that "emanates" from the maternal archetype.

And so, you can find in the various 'gods', in their features, the typical models of "how to be" in our diverse social roles that we live in many different social situations.


imagem: Google

segunda-feira, 29 de março de 2010

Para entender melhor as Deusas e Deuses Gregos




Por Mariah Bressani

Atualmente, para “conhecer” os deuses gregos é necessário colocar de lado o conceito cristão de “deus perfeito, onipotente, onipresente e onisciente”.
Lembre-se que os deuses gregos “nasceram” na Grécia antiga pré cristã. E, para os gregos daquela época, a diferença básica entre os deuses e os seres humanos era que os deuses eram imortais, enquanto que os seres humanos não o eram. Portanto, despojem-se de seus conceitos cristãos para compreender os deuses gregos!

Na Grécia antiga, a atuação de cada deus e deusa se dava em função de seus atributos. Aqui você conhecerá os principais deuses da antiguidade grega:
Assim, Zeus “existia” para ser o “pai de todos” – dos deuses e dos seres humanos – e, deste modo, cumpria sua função.
Hera “existia” para personificar a capacidade e a necessidade – do ser humano – de compromisso e de tornar o casamento “sagrado” – aos olhos dos deuses e dos homens.
Afrodite “existia” para estimular os prazeres e perceber a beleza da Vida e de tudo à sua volta.
Ares “existia” para estimular a competição – como que para promover a “seleção natural” (descoberta bem posteriormente por Darwin) do mais forte entre os seres humanos, e, assim, ser possível preservar seu território e alimento.

Hermes “existia” para cumprir a função de mensageiro entre os deuses e entre os homens – uma necessidade sempre presente no ser humano.
Poseidon reinava sob os mares; ele “existia” para ser o guardião do mundo insondável e difuso das águas profundas.
Deméter era a deusa mãe terra – ela “existia” para personificar a própria terra receptiva à semente, que guardava em seu bojo, para que pudesse germinar e produzir mais alimentos para os seres humanos.

Plutão – o rico – reinava no submundo; ele “existia” para “guardar a morte” e as sementes que eram semeadas, para que renascesse uma nova vida.
Core – a jovem –, que com o casamento com Plutão transformou-se em Perséfone – a rainha do submundo. Ela simbolizava a semente, que no interior da terra fértil e úmida rompia a casca e morria enquanto semente e renascia como planta frutífera. Ela “existia” para lembrar a todos que em tudo existia a vida e a morte.

Portanto, não é possível entender os deuses e a mitologia grega “ao pé da letra”. Afinal, para os gregos as funções básicas de seus deuses (pré cristãos) – com seus respectivos atributos – eram voltados para a realização e a manutenção da Vida. E, assim, quem quiser compreender os deuses gregos da antiguidade, se torna necessário “olhar” cada deus e deusa sob um enfoque diferente da educação cristã.
Por exemplo, quando os gregos diziam que Zeus e Hera que, além de marido e esposa também eram irmãos, eles queriam dizer que os dois tinham as mesmas origem e realeza e deveriam ser reverenciados igualmente – cada qual com seus respectivos atributos, tão necessários aos seres humanos.
É claro que, por se tratar de uma cultura patriarcal, Zeus era mais valorizado e cultuado que Hera e a ira desta, por causa das “traições” de Zeus, era sempre colocada em descrédito e desqualificada.

Quando diziam que Core fora raptada por Plutão e tornado-se Perséfone e comparavam-na à uma semente, os gregos queriam dizer que havia momentos na vida de todo ser humano que era preciso romper a casca dura dos condicionamentos para que fosse possível crescer; que era preciso deixar alguma crença ou papel social ou situação “morrer” para que outra crença ou papel social ou situação renascesse em seu lugar.
Um exemplo: a pessoa só pode se tornar adulta quando a criança morre (e é no processo da adolescência que isto ocorre). A adolescência é um período predominantemente “plutônico”: é o deus Plutão “sequestrando” a criança – Core –, que ficará retida por um período (adolescência) até que aconteça a transformação e a pessoa torna-se adulta.

Com a contribuição de Jung, sobre seu entendimento do funcionamento psíquico do ser humano, foi possível compreender os simbolismos dos deuses gregos em função de seus atributos a partir do conceito de “arquétipo”, que significa “modelo típico”, como uma referência universal de um típico “modelo de ser” (mãe é mãe em qualquer lugar do mundo, tanto com os seres humanos como os animais!).
Arquétipos são modelos típicos utilizados – inconscientemente – pelos seres humanos nos diversos papéis sociais que atuam no decorrer de suas vidas. Cada modelo típico tem seus atributos intrínsecos (da mesma forma que os deuses da antiguidade também os tinham).

Assim, por exemplo, quando falamos ou pensamos na palavra mãe, além da experiência com nossa própria mãe, nos vem à mente a imagem de uma mulher acolhedora e nutridora – este é “modelo típico” representado pela deusa Deméter, a mãe terra. E, assim, é a partir desse “modelo típico”, que acreditamos que nossa mãe foi ou é adequada ou não em seu papel de “nossa mãe”.
Deste modo, uma mulher torna-se mãe, não apenas a partir do modelo de sua “mãe terrena”, mas também a partir de sua “mãe divina” internalizada e que “emana” do arquétipo materno.

Então, assim, é possível encontrar nos diversos “deuses”, com seus tributos, os modelos típicos de “como ser”, em nossos diversos papéis sociais que vivemos nas mais diversas situações sociais.


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quinta-feira, 25 de março de 2010

In the beginning there was Chaos...



I will make a short introduction to a story in Greek mythology. I should warn you that in order to understand it, as any other mythology, it is important not to take it "literally".
In the beginning there was Chaos ... from Chaos the Cosmos was made .... Cosmos was ordered in Gaia, Tartarus and Eros. Gaia, the Primordial Earth, produced Uranus, the starry sky, with whom he was married and lived in constant copula. Gaia generated life spontaneously; however, each born child Uranus thought was monstrous and, unsatisfied, returned it to the womb.
And so, Gaia, unhappy with the impossibility to see their children move over its surface, brought them together to ask them to help her end the tyranny of Uranus. The only son who was willing to help her was Cronus, the god of time, because he identified with her pain.
In a given night, Gaia gave to her son a scythe forged on her own innards, and when Uranus lay over her, Cronus castrated him. From Uranus’ phallus, which fell into the sea, a foaming was formed, the birthplace of Aphrodite.
Thus, Cronus dethroned his father and together with his sister Rhea, the Mother Goddess, took the throne. Reigned so tyrannical as his father, because he learned from an oracle that one of his sons would dethrone him also. Thus, each child born, he swallowed it.
There came a time when Rhea, like her mother, also felt frustrated for not seeing their children grow and develop on its surface. Thus, when Zeus, her last son was born, instead of giving it to his father, Rhea wrapped a stone in linen cloths and gave that for him to swallow. And Cronus did it, without even looking, because he believed it to be his newborn son. While Zeus was taken to a cave and there he was raised in secret by trusted nymphs of Rhea.
When arrived in adolescence, Zeus, led by Metis, the Prudence, gave a beverage for his father, Cronus, and as soon as he drank that, he threw up all the other children who had been swallowed before - Hestia, Demeter, Hera, Poseidon and Pluto. The brothers came together, overthrew Cronus and in agreement, divided the kingdom among the three.
Pluto took over the underworld, the inferior, and became the Lord of the Underworld. Poseidon ruled the seas and rivers. And Zeus married his sister Hera and together they reigned over the surface of Earth and Heaven.
Zeus became the father of gods and men, hence he had several sacred marriages, and thus many children.
With Hera, his wife and sister, generated Ares, the god of war. With his sister Demeter had Core, the young. With the nymph Maia had Hermes, the messenger god. And so on ...
They were called by the Greek "Olympic gods" because they lived as one big family on Mount Olympus, the highest mountain in Greece. And whenever they met for their "family meetings" one of their favorite subjects was the human being.