sábado, 10 de abril de 2010

To understand better the Greek Goddess and Gods



The Birth of Venus (Botticelli)


By Mariah Bressani

At the present time, to "know" the Greek gods is necessary to put aside the Christian concept of "perfect God, omnipotent, omnipresent and omniscient."
Remember that the Greek gods were "born" in pre Christian ancient Greece. And, for the ancient Greeks, the basic difference between gods and humans was that the gods were immortal, whereas humans were not. Therefore, put off your Christian concepts to understand the Greek gods!

In ancient Greece, the performance of each god and goddess was a function of its attributes.
Thus, Zeus "existed" to be the "father of all" – of gods and men – and thus fulfilled its function.
Hera "existed" to embody the ability and need – of the human being – of commitment and to making marriage "sacred" – in the eyes of gods and men.

Aphrodite "existed" to promote the pleasures and realize the beauty of life and everything around them.
Ares "existed" to stimulate competition - as if to promote "natural selection" (afterwards discovered by Darwin) of the strongest among humans, and thus being able to preserve their territory and food.

Hermes "existed" to fulfill the role of messenger between gods and men - an ever-present need to the human being.
Poseidon reigned under the seas, and he "existed" to be the guardian of the unfathomable and dissipated world of the deep waters.
Demeter was the goddess Mother Earth - she "existed" to personify the earth itself receptive to the seed, which held within itself so it could germinate and produce more food for the humans.

Pluto – the wealthy – ruled the underworld, he "existed" to "keep death" so it would reborn to a new life.
Core – the young – became in the hands of Pluto in Persephone the Queen of the underworld. She symbolizes the seed, that within the fertile and moist land broke the skin and died as a seed and was reborn as a fruit plant. She "existed" to remind everyone that in everything there was life and death.

Therefore, you can not understand the gods and Greek mythology "literally." After all, for the Greeks the basic functions of their gods (pre-Christian) – with their respective attributes – were focused on the achievement and maintenance of Life. And so for anyone who wants to understand the Greek gods, it is necessary to "look" at each god and goddess with a view that is different from the one from Christian education.
For example, when the Greeks said that Zeus and Hera (husband and wife) were brothers, they meant that the two had the same origin and royalty and should be revered in the same manner – each with their respective attributes, so necessary to human beings.
Of course, since it was a patriarchal culture, Zeus was more cherished and revered than Hera and her anger, caused by the "infidelity" of Zeus, was always placed into disrepute and disqualified.

When it was said that Core had been abducted by Pluto and had become Persephone, comparing her to a seed, the Greeks wanted to say that there were moments in the life of every human being that it was necessary to break the hard shell of conditioning, so they would grow; that they would have to leave some belief or social role or situation "die" so that other belief or social role or situation would reborn in its place.
An example: a person can only become mature when the child dies (and it is in the process of adolescence that this occurs). Adolescence is a period predominantly "plutonic": Pluto is the god "kidnapping" the child - Core - whom will be retained for a period (adolescence) until the transformation happens and it becomes adult.

Today, we understand the symbolism of the Greek gods according to their attributes from the archetype concept, which means "typical model" as a universal reference for a typical “model to be” (a mother is a mother anywhere in the world, both with humans and the animals!).
Archetypes are typical models used - unconsciously - by human beings in various social roles they act in the course of their lives. Each typical model has its intrinsic attributes (just as the gods of antiquity also had).

Thus, for example, when we talk or think the word mother in addition to the experience with our own mother, comes to mind the image of a warm and nurturing woman - this is a "typical pattern" represented by the goddess Demeter, the mother earth. And so it is from this "typical model"that we believe that our mother was or is adequate or not in her role as "our mother".
Thus, a woman becomes a mother, not only from the model of her "earth mother" but also from her "divine mother" internalized and that "emanates" from the maternal archetype.

And so, you can find in the various 'gods', in their features, the typical models of "how to be" in our diverse social roles that we live in many different social situations.


imagem: Google

segunda-feira, 29 de março de 2010

Para entender melhor as Deusas e Deuses Gregos




Por Mariah Bressani

Atualmente, para “conhecer” os deuses gregos é necessário colocar de lado o conceito cristão de “deus perfeito, onipotente, onipresente e onisciente”.
Lembre-se que os deuses gregos “nasceram” na Grécia antiga pré cristã. E, para os gregos daquela época, a diferença básica entre os deuses e os seres humanos era que os deuses eram imortais, enquanto que os seres humanos não o eram. Portanto, despojem-se de seus conceitos cristãos para compreender os deuses gregos!

Na Grécia antiga, a atuação de cada deus e deusa se dava em função de seus atributos. Aqui você conhecerá os principais deuses da antiguidade grega:
Assim, Zeus “existia” para ser o “pai de todos” – dos deuses e dos seres humanos – e, deste modo, cumpria sua função.
Hera “existia” para personificar a capacidade e a necessidade – do ser humano – de compromisso e de tornar o casamento “sagrado” – aos olhos dos deuses e dos homens.
Afrodite “existia” para estimular os prazeres e perceber a beleza da Vida e de tudo à sua volta.
Ares “existia” para estimular a competição – como que para promover a “seleção natural” (descoberta bem posteriormente por Darwin) do mais forte entre os seres humanos, e, assim, ser possível preservar seu território e alimento.

Hermes “existia” para cumprir a função de mensageiro entre os deuses e entre os homens – uma necessidade sempre presente no ser humano.
Poseidon reinava sob os mares; ele “existia” para ser o guardião do mundo insondável e difuso das águas profundas.
Deméter era a deusa mãe terra – ela “existia” para personificar a própria terra receptiva à semente, que guardava em seu bojo, para que pudesse germinar e produzir mais alimentos para os seres humanos.

Plutão – o rico – reinava no submundo; ele “existia” para “guardar a morte” e as sementes que eram semeadas, para que renascesse uma nova vida.
Core – a jovem –, que com o casamento com Plutão transformou-se em Perséfone – a rainha do submundo. Ela simbolizava a semente, que no interior da terra fértil e úmida rompia a casca e morria enquanto semente e renascia como planta frutífera. Ela “existia” para lembrar a todos que em tudo existia a vida e a morte.

Portanto, não é possível entender os deuses e a mitologia grega “ao pé da letra”. Afinal, para os gregos as funções básicas de seus deuses (pré cristãos) – com seus respectivos atributos – eram voltados para a realização e a manutenção da Vida. E, assim, quem quiser compreender os deuses gregos da antiguidade, se torna necessário “olhar” cada deus e deusa sob um enfoque diferente da educação cristã.
Por exemplo, quando os gregos diziam que Zeus e Hera que, além de marido e esposa também eram irmãos, eles queriam dizer que os dois tinham as mesmas origem e realeza e deveriam ser reverenciados igualmente – cada qual com seus respectivos atributos, tão necessários aos seres humanos.
É claro que, por se tratar de uma cultura patriarcal, Zeus era mais valorizado e cultuado que Hera e a ira desta, por causa das “traições” de Zeus, era sempre colocada em descrédito e desqualificada.

Quando diziam que Core fora raptada por Plutão e tornado-se Perséfone e comparavam-na à uma semente, os gregos queriam dizer que havia momentos na vida de todo ser humano que era preciso romper a casca dura dos condicionamentos para que fosse possível crescer; que era preciso deixar alguma crença ou papel social ou situação “morrer” para que outra crença ou papel social ou situação renascesse em seu lugar.
Um exemplo: a pessoa só pode se tornar adulta quando a criança morre (e é no processo da adolescência que isto ocorre). A adolescência é um período predominantemente “plutônico”: é o deus Plutão “sequestrando” a criança – Core –, que ficará retida por um período (adolescência) até que aconteça a transformação e a pessoa torna-se adulta.

Com a contribuição de Jung, sobre seu entendimento do funcionamento psíquico do ser humano, foi possível compreender os simbolismos dos deuses gregos em função de seus atributos a partir do conceito de “arquétipo”, que significa “modelo típico”, como uma referência universal de um típico “modelo de ser” (mãe é mãe em qualquer lugar do mundo, tanto com os seres humanos como os animais!).
Arquétipos são modelos típicos utilizados – inconscientemente – pelos seres humanos nos diversos papéis sociais que atuam no decorrer de suas vidas. Cada modelo típico tem seus atributos intrínsecos (da mesma forma que os deuses da antiguidade também os tinham).

Assim, por exemplo, quando falamos ou pensamos na palavra mãe, além da experiência com nossa própria mãe, nos vem à mente a imagem de uma mulher acolhedora e nutridora – este é “modelo típico” representado pela deusa Deméter, a mãe terra. E, assim, é a partir desse “modelo típico”, que acreditamos que nossa mãe foi ou é adequada ou não em seu papel de “nossa mãe”.
Deste modo, uma mulher torna-se mãe, não apenas a partir do modelo de sua “mãe terrena”, mas também a partir de sua “mãe divina” internalizada e que “emana” do arquétipo materno.

Então, assim, é possível encontrar nos diversos “deuses”, com seus tributos, os modelos típicos de “como ser”, em nossos diversos papéis sociais que vivemos nas mais diversas situações sociais.


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imagem: Google


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quinta-feira, 25 de março de 2010

In the beginning there was Chaos...



I will make a short introduction to a story in Greek mythology. I should warn you that in order to understand it, as any other mythology, it is important not to take it "literally".
In the beginning there was Chaos ... from Chaos the Cosmos was made .... Cosmos was ordered in Gaia, Tartarus and Eros. Gaia, the Primordial Earth, produced Uranus, the starry sky, with whom he was married and lived in constant copula. Gaia generated life spontaneously; however, each born child Uranus thought was monstrous and, unsatisfied, returned it to the womb.
And so, Gaia, unhappy with the impossibility to see their children move over its surface, brought them together to ask them to help her end the tyranny of Uranus. The only son who was willing to help her was Cronus, the god of time, because he identified with her pain.
In a given night, Gaia gave to her son a scythe forged on her own innards, and when Uranus lay over her, Cronus castrated him. From Uranus’ phallus, which fell into the sea, a foaming was formed, the birthplace of Aphrodite.
Thus, Cronus dethroned his father and together with his sister Rhea, the Mother Goddess, took the throne. Reigned so tyrannical as his father, because he learned from an oracle that one of his sons would dethrone him also. Thus, each child born, he swallowed it.
There came a time when Rhea, like her mother, also felt frustrated for not seeing their children grow and develop on its surface. Thus, when Zeus, her last son was born, instead of giving it to his father, Rhea wrapped a stone in linen cloths and gave that for him to swallow. And Cronus did it, without even looking, because he believed it to be his newborn son. While Zeus was taken to a cave and there he was raised in secret by trusted nymphs of Rhea.
When arrived in adolescence, Zeus, led by Metis, the Prudence, gave a beverage for his father, Cronus, and as soon as he drank that, he threw up all the other children who had been swallowed before - Hestia, Demeter, Hera, Poseidon and Pluto. The brothers came together, overthrew Cronus and in agreement, divided the kingdom among the three.
Pluto took over the underworld, the inferior, and became the Lord of the Underworld. Poseidon ruled the seas and rivers. And Zeus married his sister Hera and together they reigned over the surface of Earth and Heaven.
Zeus became the father of gods and men, hence he had several sacred marriages, and thus many children.
With Hera, his wife and sister, generated Ares, the god of war. With his sister Demeter had Core, the young. With the nymph Maia had Hermes, the messenger god. And so on ...
They were called by the Greek "Olympic gods" because they lived as one big family on Mount Olympus, the highest mountain in Greece. And whenever they met for their "family meetings" one of their favorite subjects was the human being.

quarta-feira, 24 de março de 2010


Apolo e Musas - Vouet

E no princípio era o Caos...





Por Mariah Bressani


Vou contar um pequeno trecho da Mitologia Grega. Devo alertar que, para poder compreendê-la, como as histórias de quaisquer outras mitologias, é importante não tomá-la ao “pé da letra”...
E no princípio era o Caos... e do Caos fez-se o Cosmos.... O Cosmos gerou e ordenou-se em Gaia, Tártaro e Eros
Gaia, a Terra Primordial, gerou Urano, o céu estrelado, com quem casou-se e viviam em copula constante. Gaia gerava espontaneamente, porém, cada filho que nascia, Urano achava-o monstruoso e, insatisfeito, devolvia-o para o útero materno.


E, assim, Gaia, infeliz com a impossibilidade de ver seus filhos se espalharem por sua superfície, reuniu-os para pedir-lhes que a ajudassem a acabar com a tirania de Urano. O único filho que se dispôs a ajudá-la foi Cronos, o deus do tempo, pois se identificava com a dor sua mãe.
Numa determinada noite, Gaia entregou para seu filho uma foice forjada em suas próprias entranhas e no momento que Urano foi deitar-se sobre ela, Cronos castrou-o. Do falo de Urano, que caiu no mar, formou-se uma espumarada, de onde nasceu Afrodite.

Deste modo, Cronos destronou seu pai e, juntamente com sua irmã Reia, a Deusa Mãe Terra, assumiu o trono. Reinou de forma tão tirânica quanto seu pai, pois soube por um oráculo que um de seus filhos também o destronaria. Assim, cada filho que nascia, ele o engolia.
Chegou um momento que Reia, como sua mãe, também sentiu-se frustrada por não ver seus filhos crescerem e se desenvolverem sobre sua superfície. Deste modo, quando Zeus, seu último filho, nasceu, em vez de dá-lo ao pai, Reia embrulhou uma pedra em panos de linho e deu-lho para que a engolisse. E Cronos o fez, sem nem sequer olhar, pois acreditava ser seu filho recém nascido. Enquanto Zeus foi levado para uma gruta e lá foi criado às escondidas por ninfas de confiança de Reia.

Quando chegou na adolescência, Zeus, orientado por Metis, a Prudência, deu uma beberagem para seu pai, Cronos, e assim que ele bebeu vomitou todos os outros filhos que havia engolido anteriormente – Héstia, Deméter, Hera, Poseidon e Plutão. Os irmãos juntaram-se e destronaram seu pai, o Cronos, e, em comum acordo, dividiram o reino entre os três.
Plutão assumiu o submundo, o ínferos, e tornou-se o Senhor do Mundo dos Mortos. Poseidon reinou sobre os mares e rios. E Zeus casou-se com sua irmã Hera e juntos reinaram sobre a superfície da Terra e sobre os Céus.

Zeus tornou-se o pai dos deuses e dos homens, por isso teve diversos casamentos sagrados, tendo, assim, muitos filhos.
Com Hera, sua irmã e esposa, teve Ares, o deus da guerra. Com sua irmã Deméter teve Core, a jovem. Com a ninfa Maia teve Hermes, o deus mensageiro. E assim por diante...
Eles eram chamados pelos gregos de “deuses olímpicos”, pois viviam como uma grande família no Monte Olimpo, o monte mais alto da Grécia. E sempre que se encontravam para suas “reuniões familiares” um de seus assuntos prediletos era o ser humano.


imagem: pixabay

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Meditação e Criatividade




Por Mariah Bressani

O processo de sociabilização no impinge um padrão de como pensar, como sentir e como nos comportar, que acatamos como "o certo". Tomamos a orientação deste padrão como verdade absoluta e, deste modo, estabelecemos nossas crenças.
Para assim o fazermos, precisamos ignorar parte de nosso Eu real, tornando-se possível adequar-nos ao estabelecido. Constituímos, então, um Ego.
Portanto, ao formatar um Ego, enquadramo-nos ao contexto social já estabelecido. Passamos a ter determinadas opiniões e, consequentemente, a nos sentir de certa maneira em relação a nós mesmos, aos outros e às situações que vivemos. Porém, para tanto, precisamos minimizar nossa espontaneidade e criatividade.

A prática da meditação ajuda-nos a conhecer-nos, quem somos verdadeiramente. Aprendemos a distinguir nosso Ego do nosso Eu verdadeiro, que Jung chamou de Self.
E, assim, compreendemos que muitas de nossas opiniões, sentimentos e comportamentos são frutos de nossa sociabilização, ou seja, são frutos daquilo que aprendemos a considerar socialmente como válido e correto, ou seja, "o certo", fazendo a manutenção do status quo vigente do qual fazemos parte.

Com a meditação e com o mergulho em nosso interior, aprendemos a valorar nosso Eu Verdadeiro e a nos libertar das amarras limitantes de nossa sociabilização.
No exercício da meditação acessamos aquilo que trazemos inato dentro de nós: a Fonte da Vida. Lá onde está o nosso "pote de ouro", a nossa criatividade e a nossa espontaneidade.

Assim, com a prática da meditação, pouco a pouco, vamos, então, nos permitindo dar vazão para nossa criatividade e espontaneidade.
E, conforme vamos aplicando a nossa criatividade inata na nossa própria vida, vamos, deste modo, cada vez mais, nos tornando mais naturais e livres.
E, como seres complexos que somos, num verdadeiro paradoxo, quanto mais livres nos sentimos, mais irmanados ficamos com os outros seres humanos!

Eis onde conseguimos chegar com o desenvolvimento da nossa consciência e da nossa criatividade através da prática contínua da meditação: Tudo o que fazemos conosco e para a nossa vida, repercute naturalmente para todos à nossa volta e mais além.


imagem: freepik


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