quarta-feira, 15 de junho de 2011

Relacionamentos amorosos nos dias de hoje



 
Por Mariah Bressani

Considerando os relacionamentos amorosos nos dias de hoje, é possível observar que ainda existe romantismo nas relações. As pessoas se apaixonam, tem casos amorosos, “ficam”, namoram, se casam, traem,... porque, precisam viver a fantasia do amor romântico.
Afinal, é da natureza humana concretizar seus sonhos. E é também de sua natureza buscar parcerias afetivas, vide a explicação de Platão sobre o Mito do Andrógino, segundo o qual, o ser humano vive na eterna busca por sua metade perdida.

É claro, tudo depende da geração. Quanto mais jovem é a pessoa, mais idealista ela é (além da curiosidade em viver o amor romântico), maior será a tendência de vivê-lo (ou sonhá-lo) arrebatadoramente. Com o passar dos anos, as pessoas (principalmente, quem ainda não conseguiu se realizar num relacionamento amoroso) tendem a continuar na busca ou tornam-se cínicas, do tipo “só quero me dar bem”.
Em tempo: obviamente, esta é uma percepção genérica, pois há sempre uma parcela de pessoas que não se liga muito em romances e relacionamentos da forma aqui referida.

Outro aspecto da atualidade que precisamos levar em conta, é a rapidez com que as relações acontecem; pois, tem alguns facilitadores, como por exemplo, o “ficar”, que já não acontece somente com adolescentes e o sexo no primeiro encontro, o que favorece que a “fila ande” mais ligeira.
Entretanto, infelizmente, a rapidez nas relações está mais em as pessoas não conseguirem suportar as frustrações típicas de todo e qualquer relacionamento do que motivadas pelas facilidades atuais do “ficar” sem compromisso ou do sexo no primeiro encontro. 
 Ao contrário, as pessoas que tem dificuldades tanto de suportar as frustrações como em relacionar-se, utilizam-se dessas facilidades nas relações da atualidade como escudo para camuflar o que lhes é difícil. E, então, como tudo está facilmente descartável, as pessoas parecem fazer o mesmo com os relacionamentos interpessoais e “amorosos”.

Coloco “amorosos” entre aspas. Na verdade, são muitas aspas; porque, de fato, não existe nada de “amoroso” nesses relacionamentos fugazes, são sempre buscas para complementar partes que lhes faltam através do outro. O que, é óbvio, não funciona, por isso, naturalmente, não perdura.
Este é o ponto que gera – o que chamo de – “desencontros amorosos da modernidade”: as facilidades atuais associadas às dificuldades emocionais e psicológicas.

Assim, hoje, as pessoas, de modo geral, não perseveram, tem dificuldades em negociar e em fazer concessões ou, então, chegam cheias de sonhos e fantasias românticas no inicio de um relacionamento; entretanto, nem sempre sabem administrar as diferenças nas relações amorosas. Porém, mesmo assim, ao que parece, ainda continuam procurando o “amor romântico”, ainda que com menor tolerância à frustração.
Precisamos lembrar-nos que existe uma parcela de pessoas que realmente quer viver relacionamentos abertos. São mulheres e homens que antigamente sofriam calados submetidos a casamentos por conveniência ou, então, ficavam na casa dos pais sendo a tia ou o tio solteirões; e que hoje conseguem viver bem e sozinhos, sem aquela pressão da sociedade.

Para compreender os relacionamentos amorosos nos dias de hoje, é preciso também observar que ainda existe um paradoxo no que diz respeito às crenças e valores sociais tradicionais herdados (principalmente da Idade Média) sobre homens, mulheres e relacionamentos estando mesclados aos novos papéis sociais atuais. Assim, geralmente, as mulheres ainda sonham com o “príncipe encantado” ou “o eleito” e os homens, com “a mulher de suas vidas”.
Os homens e as mulheres da atualidade já não são como aqueles homens e mulheres daquela época, porém, ainda impera a fantasia do “amor romântico” e esperam encontrar a sua “alma gêmea”: a moça à espera de seu príncipe encantado que recita poesias ou do seu herói corajoso (imagem mítica mais antiga ainda), que virá salvá-la e ele será um homem numa armadura reluzente chegando em seu cavalo branco e o homem, que encontrará sua “donzela", povoam o imaginário coletivo.

Entretanto, a sociedade evoluiu, avançou tecnologicamente. E, hoje, as mulheres estão aí, na luta, no mercado de trabalho, dividindo e compartilhando o espaço corporativo com os homens, par a par.
Eis é o paradoxo: fantasias (expectativas) e realidade atual que não se harmonizam. E, neste paradoxo, homens e mulheres tem um “ingrediente” a mais para alimentar os seus “desencontros amorosos da modernidade”.
A resolução desse paradoxo está em mudar as expectativas para, consequentemente, as relações também mudarem. Ou melhor dizendo, precisam “atualizar” suas fantasias. Porém, essas coisas –, concepção e modelo tradicional de relacionamento e de casamento, e consequente expectativa (fantasia) –, estão entranhadas na psique do ser humano e é preciso dar tempo ao tempo, até que se estabeleçam novos modelos de relacionamentos e patamares de expectativas.

Acredito que estamos numa fase de transição e esses modelos já vem mudando e estão se formando novos modelos de amor romântico. Na verdade, acredito que cada geração reinventa os modelos herdados da geração anterior –, umas, mais, outras, menos –, e, assim, as relações e a própria vida do ser humano evolui.



Reflexões para viver em harmonia e muito amor um relacionamento

São reflexões que valem para ambos – homens e mulheres.

A primeira reflexão, que considero fundamental, é: necessário colocar-se disponível para o outro. É importante lembrar-se sempre que um relacionamento é feito por duas pessoas: dois corações e duas necessidades.

Se está disponível para o outro, naturalmente, você se abre para a comunicação, que é saber ouvir e saber falar com respeito. Portanto, é fundamental manter o canal para o diálogo sempre aberto.
Um elemento indispensável no diálogo com respeito: a verdade, isto é, ser sempre honesto com consigo mesmo e com seu/sua parceiro/a. Só assim será possível estabelecer verdadeira intimidade e cumplicidade.

Outro item importantíssimo numa relação é a admiração mútua: não deixar morrer aquela “chama” do início do relacionamento que fazia o olho brilhar.
Outro ingrediente essencial: ter demonstrações de afeto no cotidiano, não apenas nas datas comemorativas. Uma palavra de carinho, um gesto de delicadeza e de gentileza – todos os dias – nutrem as relações, pois mostram que se importam com seu/sua parceiro/a, que a pessoa lhe é importante.

Fazer coisas juntos, que sejam prazerosas para ambos e fora das atividades de rotina. Aqui vale qualquer coisa, como por exemplo, um jantar a dois, ir ao cinema, ao teatro, ao motel, num barzinho, beber alguma coisa e “jogar conversa fora” ou visitar ou receber amigos, ou seja, é importante criar momentos do casal.


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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um pensamento...




Faça todo o bem que você puder,
com todos os recursos que você puder,
por todos os meios que você puder,
em todos os lugares que você puder,
em todos os tempos que você puder,
para todas as pessoas que você puder,
sempre e quando você puder.

                                                                             John Wesley


imagem: pixabay


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Que falta fez um bom preparo psicológico e emocional !




Por Mariah Bressani

Fiquei bastante surpresa com as reações dos brasileiros e dos argentinos frente à perda do campeonato da Copa do Mundo deste ano de 2010 e como cada povo recepcionou seus respectivos jogadores e técnico. O que me chamou a atenção foram as diferenças, drástica e diametralmente opostas, de suas reações. Enquanto o povo argentino acolheu “amorosamente” seus jogadores e técnico, o povo brasileiro recebeu seu time e técnico com fúria exacerbada.

Como comentei no artigo “Por que o brasileiro entra em euforia na época da Copa do Mundo?”, sobre a importância deste esporte para os brasileiros, é possível compreender o porquê de reagiram tão violentamente indignados com a derrota neste campeonato, jogando toda sua ira nos jogadores e em seu treinador.

Os nossos “heróis” não cumpriram sua parte: a esperança que o clã brasileiro depositou neles para que confirmassem sua supremacia e reacendessem a chama da autoestima e do autovalor em seu coração. Os eleitos do técnico não se colocaram à altura para serem “os eleitos” do povo!
A reação do povo brasileiro, tomada de ira, execrando seus “guerreiros” e seu técnico, mostrou o quanto este povo sofre de baixa autoestima.

Eu não entendo de futebol, mas era flagrante a dificuldade de os jogadores brasileiros superarem os obstáculos propostos pelos times adversários quando estes se mostravam superiores a ponto de dirigir o jogo e minar a (pouca) força técnica dos primeiros. Os jogadores brasileiros só se mostravam “fortes” quando estavam ganhando. Enquanto víamos o time do Uruguai lutando fervorosamente para chegar entre os primeiros!

Neste evento foi possível perceber no campo, em todos os jogos do time brasileiro, nas atitudes dos jogadores e na postura de seu treinador, que estava ocorrendo exatamente um espelhamento do que acontece atualmente com o povo brasileiro: a dificuldade de integração e de conexão com o divino. E isto dificultou a possibilidade de eles tirarem o máximo de proveito da (pouca) força que tinham disponível naqueles momentos.

Ouvi em vários momentos dos comentaristas esportivos sobre a falta de qualidade técnica deste time, porém, pude também observar que não havia estrutura emocional e psicológica dos jogadores brasileiros bem como do técnico Dunga que fortalecessem suas atuações neste campeonato. Se havia fragilidade técnica, também tinha – e muito – fragilidade emocional e psicológica dos jogadores e do técnico.

Como é bem sabido, um satisfatório preparo técnico precisa ser acompanhado de um adequado suporte emocional e psicológico. Pois, um bom trabalho psicológico ajuda o atleta a suportar toda a pressão que cada disputa gera nele e o peso que ele carrega consigo de ser o “herói” de seu povo.
Por isso é possível afirmar: que falta fez um bom preparo psicológico e emocional ao time brasileiro para enfrentar seus adversários!



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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Por que o brasileiro entra em euforia na época da Copa do Mundo?





Por Mariah Bressani

Parte I
Para quem é fã, o futebol desperta paixões e gera discussões, em muitas das vezes, bastante acalorada. A sua relação com este esporte não é, em absoluto, racional, ao contrário, é visceral.
No Brasil é possível observar esse comportamento, mais acentuadamente, quando acontecem os campeonatos estaduais, nacionais e mundiais. O brasileiro acompanha-os com paixão avassaladora, que o arrasta por turbilhões de sentimentos contraditórios, como alegria e tristeza ou vitoria e fracasso... E não existe meio termo!

É possível compreender essa paixão brasileira pelo futebol, ao se fazer um breve levantamento histórico, principalmente, quando da sua chegada ao Brasil.
Com o fim do trabalho escravo, em 1888, começaram a chegar os primeiros imigrantes europeus e em 1889 instaurou-se o regime republicano, rompendo definitivamente com a coroa portuguesa. Neste momento histórico, tornava-se uma nação de direito, sendo dirigida por brasileiros, porém, ainda sem identidade própria.
Podemos imaginar neste período, a turbulência e a falta de identidade própria: índios, negros alforriados e brancos expatriados, todos convivendo num país no qual não sentiam sendo “seu”. Apesar de quase quatrocentos anos de “existência” o Brasil ainda não era uma nação de fato!
Coincidentemente, nesta época, em 1894, Charles Miller retorna dos estudos na Inglaterra e traz para cá o futebol, num primeiro momento, esporte de elite e para a elite.

Entretanto, no século seguinte, pelos caminhos políticos e culturais percorridos pelo Brasil, tornou possível ao povo apropriar-se deste esporte que permitia a ludicidade e a "jinga" que só miscigenação brasileira pode imprimir ao esporte.
O futebol tornou-se, assim, neste último século da história do Brasil, o esporte nacional, que deu ao brasileiro um senso de identidade e de valor; já que, conforme este esporte foi crescendo em popularidade no país, o brasileiro foi também construindo e fortalecendo sua autoestima e seu autovalor, pois descobriu-se “bom” em algo, conseguiu também este reconhecimento pelas outras nações, ao importarem os “talentos futebolísticos” que foram despontando por todo Brasil.
Desta forma, é possível reconhecer como este esporte tornou-se parte da construção da identidade e fortaleceu a autoestima e o autovalor de “ser brasileiro”.


Parte II
Antes de entender o brasileiro e sua relação apaixonada com o futebol, é necessário, ampliar e compreender o próprio ser humano, como um todo.
O ser humano, desde sempre, precisou e procurou conectar-se com o divino e santificar sua vida. Além da sobrevivência, há duas questões que ocupa a mente do ser humano, que é o pertencimento e a identidade.

Questões como “Quem sou eu?”, “De onde eu vim?”, “O que estou fazendo aqui?”, “Para onde vou?”, sempre intrigaram o ser humano e, apesar das várias e diferentes respostas dadas pelo diversos pensadores desde a antiguidade, ainda hoje, o ser humano se inquieta, ainda não se sente respondido nestas questões existenciais.
Primeiro, por puro instinto, pela necessidade de sobreviver, aconteceu a união dos seres humanos, com a formação de clãs, proporcionando a sensação de pertencimento e promovendo sentimento de segurança e senso de identidade. Desta união em clãs, adveio a rivalidade com outros seres humanos, a necessidade de defender seu território e seus pares e, consequentemente, a guerra.

Assim, a partir da necessidade instintiva de sobrevivência e na sua ânsia em resolvê-la, construiu-se, dentro dos clãs, a sensação de pertencer e o senso de identidade no ser humano.
Na época da Copa do Mundo, todos os brasileiros, fervorosamente, estão unidos sob as cores do Brasil: não existem brancos, pretos, pardos, amarelos, pobres ou ricos, pois, todos pertencem ao mesmo clã, o Brasil, e são detentores de uma mesma identidade, ser brasileiro.
Portanto, no estádio de futebol, durante o jogo, simbolicamente, todos são irmãos, filhos “do mesmo pai e da mãe”, todos fazem parte do mesmo clã e, durante a partida de futebol, é o “clã brasileiro” contra o “outro clã”. É a questão da sobrevivência do clã que está em jogo. É sua identidade e sua supremacia que estão em jogo.

Deste modo, simbolicamente, campo de futebol torna-se campo de guerra, onde os jogadores brasileiros tornam-se os “nossos heróis”, os “nossos guerreiros”, lutando contra os “guerreiros deles”. Não é a torcida torcendo, empurrando o time para frente, para o gol; mas, sim, é cada um ali “junto” com seu “herói”, unidos, lutando contra o seu inimigo, como se fosse uma questão de sobrevivência.

O estádio é, também, simbolicamente, um templo.
O campo de futebol torna-se o "santuário", o "altar", onde o "ritual sagrado" acontece e os deuses se encontram para proteger seus adoradores do aniquilamento pelos outros deuses.
Durante o jogo, o estádio de futebol, simbolicamente, vira o "centro do mundo" e o ser humano estabelece comunhão com os deuses, representados pelos jogadores de seu time, de seu país. Neste momento, ele e os deuses, os jogadores, são Um. E um gol e, principalmente, a vitória, gera catarse coletiva, expulsando as tensões da vida mundana, fazendo-os vivenciar a sensação de ligação com o divino.

Sendo assim, no estádio de futebol, durante o jogo, o tempo para e o rito acontece: a comunhão com os deuses se estabelece e os demônios são exorcizados. E, assim, todos do clã são elevados a deuses – invencíveis e imortais.
Se qualquer jogo de futebol é vivenciado pelo ser humano como uma catarse, onde a guerra contra seus inimigos e o rito sagrado são vivenciados concomitantemente, promovendo renovação, numa disputa de Copa de Mundo, esta catarse é elevada a enésima potência.

Afinal, a Copa do Mundo, podendo ser compreendida como um evento simbólico e catártico, onde ali, não existe um “Eu”, pois, naquele “ritual” todos tornam-se uma única pessoa: são todos “um com o deus”; a vitoria, ali, lhes é consagrada devido à verdadeira comunhão com o divino, atualizando e renovando esta ligação e, consequentemente, garantindo a sobrevivência, o pertencimento, a identidade e a supremacia do clã vencedor.

Imagine, agora, sob esta perspectiva simbólica, o povo brasileiro, tendo em sua história o futebol e o senso de identidade, de autoestima e de autovalor tão mesclados, como a Copa do Mundo só poderia ser vivenciada, assim, com tanta paixão e euforia!


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Resgatando o Amor e a Ética nas Relações





Por Mariah Bressani

Os relacionamentos humanos estão em crise. Crise, porque está acontecendo grande transformação na forma de se desempenhar os papéis sociais, sejam papéis como pais, sejam como homem e mulher, e todos os outros. Crise, porque nesta transformação de papéis ainda não se sabe claramente o que “pode” ou “não pode”, o que é “certo” ou o que é “errado” fazer ou exigir numa relação. Entretanto, a pior de todas as crises é a crise moral e ética em que vivemos.
A coisa está tão séria que vemos explodir as denúncias de corrupção na política, a impunidade descabida correndo solta, vemos a violência desenfreada na sociedade humana a ponto dessa violência se infiltrar nos lares, perdendo-se todos os parâmetros. E em todas as situações sobra para nós, pobres mortais, somente a impotência!
Certamente que as informações estão chegando mais rapidamente até nós do que em outros tempo; mas, o que eu vejo são as crises dos papéis sociais gerando a crise moral e ética na sociedade (que já estava frágil!), trazendo, assim, cada vez mais em maior proporção, a violência para dentro dos lares e em todos os ambientes habitados pelos humanos.

As relações humanas tem o Amor como base para o seu pacto principal. Seja este Amor filial, fraternal, parental ou carnal. 
É o amor que aproxima as pessoas. A aceitação e a admiração são algumas das expressões deste Amor. 
Quando nos sentimos aceitos e admirados por alguém, nos sentimos amados e quando ainda por cima isso é recíproco, mais do que nunca queremos manter esta relação.

O grande problema é que só amor (o que já não é pouco numa relação) não basta, porque em nome deste amor que é dado, muitas vezes são exigidas contrapartidas que não são do direito e nem legitimadas pelo Amor. Percebemos as invasões dos espaços do outro em nome do Amor, sentimos o desrespeito em nome deste Amor. 
Portanto, além de Amor, uma relação não sobrevive sem o Respeito. É fundamental respeitar a individualidade do outro, bem como nos respeitar. É importante respeitar nossa individualidade na relação com o outro.

Outro ingrediente imprescindível em qualquer relação é a Confiança. 
Sem Confiança não investimos, não nos envolvemos e não nos entregamos em nada. Sem Confiança a relação fica estabelecida na superficialidade, sem nunca saber, realmente, com quem estamos, e quem está conosco não sabe, de verdade, quem somos.
Mas, para que haja Respeito e Confiança numa relação é absolutamente fundamental que haja Educação. E o que é Educação?

Eu chamo de se ter Educação quando a pessoa tem um mínimo de consciência de seus limites – direitos e deveres – enquanto Indivíduo, em toda e qualquer situação de vida, inclusive nas suas relações – ou seja, é fundamental noções básicas de Ética!
Hoje, é justamente pela deficiência de parâmetros claros e definidos de tais limites, que as pessoas estão muito mais autocentradas em suas próprias necessidades. Não estão conseguindo pensar no outro, nas necessidades do outro e, consequentemente, não confiam que o outro genuinamente possa fazê-lo também.

Estão todos vivendo pelo “princípio do prazer”, como diria Freud; porque lidar com a realidade simplesmente não é fácil.
As pessoas querem ter tudo, mas não querem dar nada! Pararam na fase dos três anos de idade: querem viver e experimentar tudo o que a vida se lhes apresenta, mas não querem assumir nenhum compromisso e responsabilidade sobre isso, como qualquer adulto saudável faria. Isto é princípio do prazer. Viver o bem bom da vida sem qualquer comprometimento de sua parte.
Está faltando – coletivamente – maturidade para viver a vida realisticamente. Falta o desenvolvimento de valores morais e éticos na relação com a vida e, consequentemente, na relação com as pessoas.

A vida e as relações humanas são feitas de direitos e deveres, mas se não existe um certo grau de desenvolvimento de valores éticos e morais – que eu chamo de Educação (porque é na educação recebida que se formam tais valores) – acaba por estabelecer-se contatos e relacionamentos pautados apenas nos “meus direitos” e totalmente inconsciente dos “meus deveres” – como qualquer criança de três anos de idade!
Por isto, é importante desenvolver a consciência de onde termina você e onde começa o outro.


Mas, quais são as suas necessidades e quais são as necessidades do outro dentro das relações?
Ter “noção” de ética e moral é o princípio sine qua non para se estabelecer qualquer relação.
Eu entendo por Ética como conduta de vida, onde sempre precisa estar presente um pensamento básico: “Tudo que me faz mal, que me incomoda, que me deixa infeliz ‘provavelmente’ poderá também afetar o outro e fazer-lhe mal, incomodá-lo e deixá-lo infeliz”.

Proponho à você um pequeno exercício: se eu tenho um relacionamento fixo com alguém e se me sinto atraído por outro alguém (o que é absolutamente natural que aconteça!), como devo proceder? Devo atuar com minha atração e me envolver em paralelo com esta outra pessoa?
Caso eu o faça, dentro dos parâmetros éticos – baseado no pacto de confiança e respeito dentro da relação (o que lhe seria próprio) – estaria eu traindo a confiança do parceiro fixo.
E se fosse o contrário: se meu parceiro fixo atuasse sua atração em paralelo à sua relação comigo, como eu me sentiria?

O problema é que a maioria das pessoas não faz este tipo de exercício ético: se colocar no lugar do outro.
E é isto que eu chamo de conduta ética: é saber que o que me atinge como indivíduo e ser humano, poderá atingir também o outro, como indivíduo e ser humano.

Independentemente do que a convenção social determina como modelo de atuação para os papéis que representamos (não podemos nos esquecer que a sociedade é formada por cada um de nós – portanto, somos nós que, verdadeiramente, determinamos os modelos dos papéis sociais a desempenhar), jamais devemos nos esquecer de que a base para a relação indivíduo<>indivíduo é a ética e a moral, que tem como princípio básico o Respeito e a Confiança. Caso contrário, o que teremos é uma banalização da Vida e, consequentemente, das relações que se tornam cada vez mais descartáveis. Todos se tornam descartáveis, porque falta amor e respeito à Vida, bem como falta a confiança de que a Vida proverá.

É importante que cada um de nós faça a sua parte para sair da impotência na qual socialmente entramos com a crise que se instalou: resgatar finalmente o Amor e a Ética, em princípio, na nossa própria vida e, depois, estender este “resgate” em todas as nossas relações. Precisamos entender que, realmente, depende única e exclusivamente de cada indivíduo expressar Amor e Ética na própria vida, nas relações pessoais e na sociedade humana de modo geral.


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sábado, 10 de abril de 2010

To understand better the Greek Goddess and Gods



The Birth of Venus (Botticelli)


By Mariah Bressani

At the present time, to "know" the Greek gods is necessary to put aside the Christian concept of "perfect God, omnipotent, omnipresent and omniscient."
Remember that the Greek gods were "born" in pre Christian ancient Greece. And, for the ancient Greeks, the basic difference between gods and humans was that the gods were immortal, whereas humans were not. Therefore, put off your Christian concepts to understand the Greek gods!

In ancient Greece, the performance of each god and goddess was a function of its attributes.
Thus, Zeus "existed" to be the "father of all" – of gods and men – and thus fulfilled its function.
Hera "existed" to embody the ability and need – of the human being – of commitment and to making marriage "sacred" – in the eyes of gods and men.

Aphrodite "existed" to promote the pleasures and realize the beauty of life and everything around them.
Ares "existed" to stimulate competition - as if to promote "natural selection" (afterwards discovered by Darwin) of the strongest among humans, and thus being able to preserve their territory and food.

Hermes "existed" to fulfill the role of messenger between gods and men - an ever-present need to the human being.
Poseidon reigned under the seas, and he "existed" to be the guardian of the unfathomable and dissipated world of the deep waters.
Demeter was the goddess Mother Earth - she "existed" to personify the earth itself receptive to the seed, which held within itself so it could germinate and produce more food for the humans.

Pluto – the wealthy – ruled the underworld, he "existed" to "keep death" so it would reborn to a new life.
Core – the young – became in the hands of Pluto in Persephone the Queen of the underworld. She symbolizes the seed, that within the fertile and moist land broke the skin and died as a seed and was reborn as a fruit plant. She "existed" to remind everyone that in everything there was life and death.

Therefore, you can not understand the gods and Greek mythology "literally." After all, for the Greeks the basic functions of their gods (pre-Christian) – with their respective attributes – were focused on the achievement and maintenance of Life. And so for anyone who wants to understand the Greek gods, it is necessary to "look" at each god and goddess with a view that is different from the one from Christian education.
For example, when the Greeks said that Zeus and Hera (husband and wife) were brothers, they meant that the two had the same origin and royalty and should be revered in the same manner – each with their respective attributes, so necessary to human beings.
Of course, since it was a patriarchal culture, Zeus was more cherished and revered than Hera and her anger, caused by the "infidelity" of Zeus, was always placed into disrepute and disqualified.

When it was said that Core had been abducted by Pluto and had become Persephone, comparing her to a seed, the Greeks wanted to say that there were moments in the life of every human being that it was necessary to break the hard shell of conditioning, so they would grow; that they would have to leave some belief or social role or situation "die" so that other belief or social role or situation would reborn in its place.
An example: a person can only become mature when the child dies (and it is in the process of adolescence that this occurs). Adolescence is a period predominantly "plutonic": Pluto is the god "kidnapping" the child - Core - whom will be retained for a period (adolescence) until the transformation happens and it becomes adult.

Today, we understand the symbolism of the Greek gods according to their attributes from the archetype concept, which means "typical model" as a universal reference for a typical “model to be” (a mother is a mother anywhere in the world, both with humans and the animals!).
Archetypes are typical models used - unconsciously - by human beings in various social roles they act in the course of their lives. Each typical model has its intrinsic attributes (just as the gods of antiquity also had).

Thus, for example, when we talk or think the word mother in addition to the experience with our own mother, comes to mind the image of a warm and nurturing woman - this is a "typical pattern" represented by the goddess Demeter, the mother earth. And so it is from this "typical model"that we believe that our mother was or is adequate or not in her role as "our mother".
Thus, a woman becomes a mother, not only from the model of her "earth mother" but also from her "divine mother" internalized and that "emanates" from the maternal archetype.

And so, you can find in the various 'gods', in their features, the typical models of "how to be" in our diverse social roles that we live in many different social situations.


imagem: Google