terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sois livres!




"Receita para tratar a depressão é viver a Vida mais plenamente!"

Por Mariah Bressani

Você é livre para mudar.
Mude o caminho que faz tudo dia. Olhe por onde passa. Olhe o céu. Olhe as pessoas que cruzam seu caminho. Ande mais depressa ou ande mais devagar.
Estabeleça uma certa rotina no seu dia-a-dia. Rompa com determinados hábitos antigos.

É preciso distinguir rotina de estagnação.
A rotina é necessária para que possamos organizar nossa vida e ter tempo para desenvolver a criatividade e ampliar o autoconhecimento.
Na rotina podemos ter liberdade de atuação, pois podemos fazer as mudanças necessárias em prol do crescimento pessoal sem que seja preciso romper com tudo, apenas fazendo pequenos ajustes –, sempre.
Estagnação é viver na inércia, sem perspectiva de mudar, melhorar ou crescer em nenhum aspecto, seja no âmbito pessoal ou profissional. A única maneira de sair da estagnação é o rompimento drástico.

Você é livre para escolher.
Escolha aquilo que lhe faz bem. Saiba que concordar ou não com uma situação faz parte do leque de escolhas que você tem. Então, opte pelo que lhe proporcione paz de espírito.
Sempre temos escolhas! Acredite nisto! Tenha certeza disto!

É preciso distinguir persistência de teimosia.
Na persistência sempre temos uma meta que lutamos para alcançar.
Na teimosia, simplesmente, não queremos abrir mão de algo; nem que seja de um sonho – mas é apenas um sonho e não um projeto ou realidade.

É preciso distinguir sonho de projeto.
Para o projeto estabelecemos prioridades, metas bem definidas, empenho objetivo, disciplina e esforço contínuo em sua realização.
Sonho é a fantasia e a ilusão de um desejo, sem a praticidade necessária para que aconteça.

Você é livre para amar.
Primeiramente, ame as pessoas ampla e incondicionalmente, simplesmente, porque são seres humanos e almas em evolução. E, lembre-se: inclua-se entre os seres humanos dignos de serem amados – todos nós o somos!
Eleja as pessoas que lhe são especiais e comunique isso a elas, sempre que possível.
Discrimine o que cada pessoa, presente em sua vida, representa para você. Preste atenção no que cada uma delas pode lhe oferecer e o que você pode oferecer a cada uma delas. Nem sempre é o que esperamos e vice-versa.

É preciso distinguir expectativas de possibilidades.
O ser humano tem como tônica na sua vida e em suas relações ter expectativas – sempre esperam que seus desejos sejam realizados (pelo outro!). O que gera frustrações e decepções.
Muitas vezes as expectativas são irreais – acima das possibilidades em realizá-las; por isso é importante estar atento às possibilidades. E estar atento às possibilidades é estar atendo ao potencial do outro e da própria relação.
Estar atento ao potencial do outro é conhecê-lo, é enxergá-lo como ele realmente é, e não como gostaríamos que fosse. Uma coisa é o que desejamos (expectativas que temos), outra coisa é o que é possível (as possibilidades reais).

Você é livre para viver a sua Verdade.
Como diz a sabedoria popular: só há liberdade com responsabilidade.
Quando assume responsabilidade sobre a própria vida, você é verdadeiramente livre.
A verdadeira liberdade implica em autorrespeito, bem como respeito ao outro também.
A verdadeira liberdade passa pela ética, onde você se compromete com a sua Verdade, aplica-a em sua vida, vivê-a, sempre sem invalidar a Verdade do outro.

Ser verdadeiramente livre significa estar mais próximo de si e do outro enquanto seres humanos, que todos nós somos, através de relacionamentos autorresponsáveis, verdadeiros e humanos.
Quando temos comprometimento com a Vida, com ética e respeito, somos verdadeiramente livres!

Tudo isso é possível, pois somos livres para mudar, somos livres para fazer escolhas mais adequadas e assertivas, somos livres para amar, somos livres para viver a nossa Verdade. 

Enfim, somos livres!


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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Obrigação de Ser Feliz !




Por Mariah Bressani

Hoje em dia, vemos uma “enxurrada” de livros de auto-ajuda. Quando vamos a uma livraria percebemos um espaço grande reservado a este tema.
Por que será que tanto se escreve e se lê sobre o assunto? O quanto é válido procurar este tipo de informação?

Neste momento, há grande ânsia na busca de “soluções mágicas” para se resolver os problemas pessoais. E não é apenas aqui no Brasil que isto está acontecendo; é um movimento mundial. Pelo menos, no nosso mundo ocidental!
Quando assistimos um “making of” de um filme qualquer, os atores, diretores, cameramen – qualquer pessoa que tenha trabalhado naquele filme – frisam sempre, impreterivelmente, “o quanto se divertiram” ao fazer aquele trabalho, o quanto todos foram ‘profissionais’, ‘competentes’ e ‘companheiros’, passando a imagem de quanto foram felizes “full time” durante aquela produção.
Se uma pessoa mais desavisada assiste a este programa pode pensar: “Nossa, também quero trabalhar com isso. Meu trabalho é tão chato e monótono!”
Não conseguimos ver o ser humano ali realizando seu trabalho, vemos pessoas vivendo uma vida livre, leve e solta... e que soa falso e oco.

Defendo a bandeira que devemos ter uma profissão que nos realize e nos dê satisfação, pois o trabalho cotidiano, muitas vezes, é cansativo. Nem todo dia estamos dispostos ou inspirados. Não somos robôs que, quando são oito ou nove horas da manhã, ligamos um botãozinho “trabalhar satisfeito”. E, lá vamos nós, satisfeitos.

Nestas revistas, tipo “Caras”, também percebemos a mesma cena se repetindo. Pessoas em festas, eventos e iates. Todos bem vestidos, sorrindo, apresentando-se bem sucedidos e felizes da vida!
Nas entrevistas sobre seus relacionamentos, todos estão com o amor de suas vidas, fazendo juras de amor eterno e vivendo no sétimo céu da felicidade. Um mês depois, na mesma revista aparece aquele mesmo casal se separando! Lemos o artigo e nos perguntamos: “Mas, o que foi que aconteceu?!” 
Tudo nos parece tão confuso... Não conseguimos entender como que mudaram os seus sentimentos de um mês para o outro. Quando não acontece de uma semana para a outra! Tudo tão rápido!!


Quando paramos para analisar, percebemos que as pessoas estão tão desconectadas delas mesmas e tão preocupadas com as aparências, em aparentarem e apresentarem-se felizes, como se isso fosse uma obrigação!
A necessidade de viver o lado do absoluto prazer e da felicidade total virou obrigação, virou status.

O ser humano, desde a pré-história até o momento presente, aprimorou-se bastante. O sofisticação aconteceu tanto intelectual quanto emocionalmente. E aconteceu numa progressão geométrica.
Na pré-história, o ser humano estava muito mais perto do animal que somos e, neste processo de “hominização”, ou seja, tornar-se homem, chegamos hoje num desenvolvimento intelectual e emocional tão elevado que houve um distanciamento da natureza, a ponto de esquecer-se que fazemos parte dessa natureza. Por isso, por exemplo, vemos nossas florestas devastadas e nossos rios poluídos.

O aprimoramento nos levou à complexidade de pensamentos e sentimentos e, consequentemente, à complexidade psicológica e nas relações humanas. E não é fácil administrar, no dia-a-dia, nossas relações tão complexas!
A complexidade chegou a um grau tal, que requisita das pessoas que sua relação com a vida – pessoal ou profissional – seja mais elaborada, onde é necessário maior consciência de si na realidade em que está inserido.
Ter uma percepção mais aguçada de si mesmo, contextualizada em determinada realidade, é desenvolver a capacidade de relacionar-se com esta última como ela o é de fato, e perceber-se como, verdadeiramente, está se sentindo no aqui e agora.

O que percebemos é, exatamente, esse medo de enxergar-se e de se relacionar com a realidade, como esta se lhe apresenta e então, vivemos no mundo da fantasia. Ou, somos a vítima e alguém ou alguma coisa é nosso algoz ou, sentimo-nos os super homens / as super mulheres, que nada nos pode atingir e vivemos apenas o sucesso e uma vida, simplesmente, feliz.
A complexidade psicológica trouxe ao ser humano todas as nuances de cores e tons de sentimentos, pensamentos e sensações. É difícil mesmo administrar todos os tons e sobretons de nossos desejos e esperanças, intercalados como uma trama de fios. E isso sendo a gente com a gente mesmo – eu comigo mesmo! E quando nos confrontamos com o outro na mesma situação? É um nó só!!

O requinte psicológico e emocional do ser humano necessita, cada vez mais, uma individualidade claramente delimitada, com consciência de si e do outro. E este outro pode ser uma pessoa ou uma situação.
Parafraseando Jung, “nas relações, cada indivíduo tem 50% de responsabilidade sobre o que acontece na relação”.
Portanto, a “culpa” do que nos acontece não é dos outros. Não dá mais para viver na ignorância da própria vida e culpar o outro, o governo ou o azar pelo que acontece conosco.
Isto costuma assustar muito as pessoas, pois torna-se necessária maior autorresponsabilidade; assumir sua “cota” de responsabilidade – autorresponsabilidade – do que está lhe acontecendo.
Mas, olhando por outro lado, sentimos um certo alívio, pois, então, ninguém tem culpa também. Não há culpados!

Como é isso?
Quando quero achar um culpado, na verdade tenho medo que descobrir que a “culpa” da minha infelicidade é minha mesmo. Mas, como posso ser culpado da minha própria infelicidade?! Uma informação: Não há culpados, porque, simplesmente, não existe a culpa, e, sim, existe responsabilidade.
Esse jogo de procurar um culpado sobre o que nos acontece, nos coloca em um labirinto, onde nos perdemos e nunca conseguimos achar a saída, pois nos torna, na verdade, impotentes perante nossa própria vida. Da mesma forma que procuramos um Algoz para culpar; procuramos, em seguida, o nosso Salvador, para nos tirar daquela situação. E, cadê o meu poder de me tirar dali?!
Talvez seja por isso que se busca tantos livros de auto-ajuda, nossos grandes salvadores!

Se “pegamos” o que vemos na televisão e revistas como exemplos e modelos de como estar na vida, que mensagem tiramos?
“Olha, faz de conta que nada de ruim está acontecendo. Faz de conta que você está satisfeito, realizado, com o carro da moda e uma casa com decoração de revista. Faz de conta que você é feliz!”
Mostram-se felizes como se sempre tivesse sido assim, como se tivesse sido assim desde que nasceram. Mostram isso como se fosse mágico.
Mas, o problema é que não conseguimos fingir para nós mesmos por muito tempo. Até podemos fingir para o outro, usar uma bela “persona”, máscara, e sair desfilando por ai.
Mas, quando nos encontramos a sós, conosco mesmos, entramos em desespero e queremos alguma poção mágica, para nos dar aquilo que assistimos os outros tendo – a felicidade.
As pessoas querem fórmulas prontas para viver e serem felizes, pois ser feliz, hoje, virou moda.
E todo mundo quer estar na moda!


Porém, viver, – e ser feliz –, é um processo contínuo.
No dia-a-dia, todos vivemos uma vida comum, temos momentos de maior ou menor satisfação, de maior ou menor inspiração. As situações na vida não são uma constante. Há sempre curva ascendente ou descendente. Somos seres humanos mortais e falíveis, e não, robôs.
O bem estar que as pessoas procuram, magicamente, é fruto de escolhas baseadas na autoconsciência; e estas são resultados de um processo de autoconhecimento, que necessita da nossa disponibilidade para conosco mesmos.

Não existe pó mágico ou poção mágica nem fórmula pronta. É necessário trabalho e dedicação. É importante ter capacidade para suportar frustrações aos obstáculos que encontramos na vida e ter perseverança para superá-los.
Os livros de auto-ajuda podem ser válidos, quando tiramos dali algumas dicas de novas alternativas para se resolver algum problema ou ajudar no processo de autoconhecimento. Na verdade, qualquer instrumento pode ser válido quando usado assim mesmo – como instrumento – com seriedade e como suporte para se fazer esse trabalho hercúleo, que é o autoconhecimento.

O que vale, mesmo, é o trabalho que fazemos conosco mesmos, na busca de aprimoramento e desenvolvimento da nossa individualidade – que Jung chamou de Individuação – que só acontece através da ampliação da consciência. É desta forma que alcançaremos o verdadeiro estado de “nirvana”, ou seja, o estado de satisfação pessoal e de paz interior. Esta é, verdadeiramente, a felicidade; pois ser feliz não é uma obrigação, mas, sim, um direito nosso enquanto ser humano.



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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Algumas reflexões sobre Autoestima







Por Mariah Bressani

A autoestima é a pedra fundamental sobre a qual se baseia as relações consigo mesmo, com o outro e com a própria vida. 
É essencial, pois, todas as relações, seja com uma pessoa ou com uma situação, acontecem a partir da relação que a pessoa estabelece, primeiramente, consigo mesma.

Se o indivíduo tem alta autoestima, ele se leva em exagerada conta e, portanto, suas necessidades vem sempre em primeiro, segundo, terceiro e etc. lugares; sobrando muito pouco espaço para o outro e suas necessidades em sua vida.
Se há baixa autoestima, a pessoa, se coloca sempre em último lugar, está sempre à disposição do outro e, em verdade, sobra bem pouco espaço para si mesmo em sua própria vida.

Agora, quando há boa autoestima, existe equilíbrio nas relações da pessoa, pois sabe dar e receber, respeitar e se dar ao respeito frente ao outro e a qualquer situação.
E é com a autoconsciência que se tem boa autoestima.



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domingo, 17 de julho de 2011

Autoestima




Por Mariah Bressani

Autoestima é, literalmente, estima por si, gostar de si.
Assim, autoestima determina o grau de importância e valor que uma pessoa tem sobre si mesma. E é possível classificá-la em três níveis: alta autoestima, baixa autoestima e boa autoestima.

Na alta autoestima há excesso de estima por si.
Poderia se pensar que este seria o melhor nível, pois, afinal, quando há alta autoestima a pessoa “está bem” e tem “ego forte”. Entretanto, quando a autoestima de um indivíduo está neste patamar há desproporção superestimada da percepção sobre si. Tende a ter um autoconceito extremamente condescendente, que se reflete em suas atitudes. Sente-se sempre mais e pode acreditar que tem todos os direitos, sem levar em consideração os direitos do outro numa relação.

Já na baixa autoestima há carência de estima por si e é notório o prejuízo que causa à personalidade quando a pessoa está neste nível. Como no caso anterior, a percepção de si também é desproporcional, no entanto, é subestimada e o individuo sente-se sempre menos. Tende a não dar o devido valor às suas conquistas, a ter a sensação de não merecimento e assume o papel de devedor diante do outro e, até mesmo, diante da vida. Forma par polar com o nível anterior: enquanto aquele se acha detentor de todos os direitos, este, assume todos os deveres.

E, enfim, quanto à boa autoestima, a percepção do indivíduo sobre si é adequada, sabe dar e receber em qualquer relação, há equilíbrio entre direitos e deveres.

O caminho para se ter boa autoestima é o autoconhecimento.



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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Relacionamentos amorosos nos dias de hoje



 
Por Mariah Bressani

Considerando os relacionamentos amorosos nos dias de hoje, é possível observar que ainda existe romantismo nas relações. As pessoas se apaixonam, tem casos amorosos, “ficam”, namoram, se casam, traem,... porque, precisam viver a fantasia do amor romântico.
Afinal, é da natureza humana concretizar seus sonhos. E é também de sua natureza buscar parcerias afetivas, vide a explicação de Platão sobre o Mito do Andrógino, segundo o qual, o ser humano vive na eterna busca por sua metade perdida.

É claro, tudo depende da geração. Quanto mais jovem é a pessoa, mais idealista ela é (além da curiosidade em viver o amor romântico), maior será a tendência de vivê-lo (ou sonhá-lo) arrebatadoramente. Com o passar dos anos, as pessoas (principalmente, quem ainda não conseguiu se realizar num relacionamento amoroso) tendem a continuar na busca ou tornam-se cínicas, do tipo “só quero me dar bem”.
Em tempo: obviamente, esta é uma percepção genérica, pois há sempre uma parcela de pessoas que não se liga muito em romances e relacionamentos da forma aqui referida.

Outro aspecto da atualidade que precisamos levar em conta, é a rapidez com que as relações acontecem; pois, tem alguns facilitadores, como por exemplo, o “ficar”, que já não acontece somente com adolescentes e o sexo no primeiro encontro, o que favorece que a “fila ande” mais ligeira.
Entretanto, infelizmente, a rapidez nas relações está mais em as pessoas não conseguirem suportar as frustrações típicas de todo e qualquer relacionamento do que motivadas pelas facilidades atuais do “ficar” sem compromisso ou do sexo no primeiro encontro. 
 Ao contrário, as pessoas que tem dificuldades tanto de suportar as frustrações como em relacionar-se, utilizam-se dessas facilidades nas relações da atualidade como escudo para camuflar o que lhes é difícil. E, então, como tudo está facilmente descartável, as pessoas parecem fazer o mesmo com os relacionamentos interpessoais e “amorosos”.

Coloco “amorosos” entre aspas. Na verdade, são muitas aspas; porque, de fato, não existe nada de “amoroso” nesses relacionamentos fugazes, são sempre buscas para complementar partes que lhes faltam através do outro. O que, é óbvio, não funciona, por isso, naturalmente, não perdura.
Este é o ponto que gera – o que chamo de – “desencontros amorosos da modernidade”: as facilidades atuais associadas às dificuldades emocionais e psicológicas.

Assim, hoje, as pessoas, de modo geral, não perseveram, tem dificuldades em negociar e em fazer concessões ou, então, chegam cheias de sonhos e fantasias românticas no inicio de um relacionamento; entretanto, nem sempre sabem administrar as diferenças nas relações amorosas. Porém, mesmo assim, ao que parece, ainda continuam procurando o “amor romântico”, ainda que com menor tolerância à frustração.
Precisamos lembrar-nos que existe uma parcela de pessoas que realmente quer viver relacionamentos abertos. São mulheres e homens que antigamente sofriam calados submetidos a casamentos por conveniência ou, então, ficavam na casa dos pais sendo a tia ou o tio solteirões; e que hoje conseguem viver bem e sozinhos, sem aquela pressão da sociedade.

Para compreender os relacionamentos amorosos nos dias de hoje, é preciso também observar que ainda existe um paradoxo no que diz respeito às crenças e valores sociais tradicionais herdados (principalmente da Idade Média) sobre homens, mulheres e relacionamentos estando mesclados aos novos papéis sociais atuais. Assim, geralmente, as mulheres ainda sonham com o “príncipe encantado” ou “o eleito” e os homens, com “a mulher de suas vidas”.
Os homens e as mulheres da atualidade já não são como aqueles homens e mulheres daquela época, porém, ainda impera a fantasia do “amor romântico” e esperam encontrar a sua “alma gêmea”: a moça à espera de seu príncipe encantado que recita poesias ou do seu herói corajoso (imagem mítica mais antiga ainda), que virá salvá-la e ele será um homem numa armadura reluzente chegando em seu cavalo branco e o homem, que encontrará sua “donzela", povoam o imaginário coletivo.

Entretanto, a sociedade evoluiu, avançou tecnologicamente. E, hoje, as mulheres estão aí, na luta, no mercado de trabalho, dividindo e compartilhando o espaço corporativo com os homens, par a par.
Eis é o paradoxo: fantasias (expectativas) e realidade atual que não se harmonizam. E, neste paradoxo, homens e mulheres tem um “ingrediente” a mais para alimentar os seus “desencontros amorosos da modernidade”.
A resolução desse paradoxo está em mudar as expectativas para, consequentemente, as relações também mudarem. Ou melhor dizendo, precisam “atualizar” suas fantasias. Porém, essas coisas –, concepção e modelo tradicional de relacionamento e de casamento, e consequente expectativa (fantasia) –, estão entranhadas na psique do ser humano e é preciso dar tempo ao tempo, até que se estabeleçam novos modelos de relacionamentos e patamares de expectativas.

Acredito que estamos numa fase de transição e esses modelos já vem mudando e estão se formando novos modelos de amor romântico. Na verdade, acredito que cada geração reinventa os modelos herdados da geração anterior –, umas, mais, outras, menos –, e, assim, as relações e a própria vida do ser humano evolui.



Reflexões para viver em harmonia e muito amor um relacionamento

São reflexões que valem para ambos – homens e mulheres.

A primeira reflexão, que considero fundamental, é: necessário colocar-se disponível para o outro. É importante lembrar-se sempre que um relacionamento é feito por duas pessoas: dois corações e duas necessidades.

Se está disponível para o outro, naturalmente, você se abre para a comunicação, que é saber ouvir e saber falar com respeito. Portanto, é fundamental manter o canal para o diálogo sempre aberto.
Um elemento indispensável no diálogo com respeito: a verdade, isto é, ser sempre honesto com consigo mesmo e com seu/sua parceiro/a. Só assim será possível estabelecer verdadeira intimidade e cumplicidade.

Outro item importantíssimo numa relação é a admiração mútua: não deixar morrer aquela “chama” do início do relacionamento que fazia o olho brilhar.
Outro ingrediente essencial: ter demonstrações de afeto no cotidiano, não apenas nas datas comemorativas. Uma palavra de carinho, um gesto de delicadeza e de gentileza – todos os dias – nutrem as relações, pois mostram que se importam com seu/sua parceiro/a, que a pessoa lhe é importante.

Fazer coisas juntos, que sejam prazerosas para ambos e fora das atividades de rotina. Aqui vale qualquer coisa, como por exemplo, um jantar a dois, ir ao cinema, ao teatro, ao motel, num barzinho, beber alguma coisa e “jogar conversa fora” ou visitar ou receber amigos, ou seja, é importante criar momentos do casal.


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imagem: unsplash

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um pensamento...




Faça todo o bem que você puder,
com todos os recursos que você puder,
por todos os meios que você puder,
em todos os lugares que você puder,
em todos os tempos que você puder,
para todas as pessoas que você puder,
sempre e quando você puder.

                                                                             John Wesley


imagem: pixabay


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